11 Tons de Cinza – O Sistema de Zonas de Ansel Adams

” A fotografia, na prática, o objetivo não é pegar uma superfície iluminada homogeneamente e fotografar em várias exposições, a fotografia é feita dentro de uma escala de luminosidade diferentes dentro de uma cena só.” Ansel Adams

Em 1940 Fred Archer e Ansel Adams apresentaram a técnica de sistema de zonas. Originalmente concebida para o filme fotográfico, nos traz muitos conceitos que podemos utilizar na nossa fotografia digital.

Uma fotografia em preto e branco é definida por vários tons de cinza, este sistema divide todos estes tons em 11 zonas que vão desde o preto absoluto até o branco puro.

  • 0 – Preto absoluto;
  • 1 – Preto profundo, um pouco mais claro que o máximo;
  • 2 – Preto que apresenta detalhes, mas ainda sem texturas;
  • 3 – Primeiros pretos com textura;
  • 4 – Cinza escuro;
  • 5 – Cinza médio 18%, tonalidade que é calibrada os fotômetro considerada exposição ideal;
  • 6 – Cinza claro;
  • 7 – Últimos cinzas claros com texturas;
  • 8 – Cinza muito claro, já sem textura;
  • 9 – Branco sem textura antes do puro;
  • 10 – Branco puro.

Com base nisso, é importante entender que cada zona representa um ponto de EV na fotografia e Ansel Adams estabelece três notações importantes: o alcance dinâmico vai das zonas 1 a 9, para ainda termos detalhes, devemos trabalhar entre as zonas 2 e 8 e que para se ter textura devemos nos manter entre as zonas 3 e 7 (dentro de 5 EVs). Usando seu conceito, fiz onze fotos da parede aqui do estúdio alterando um ponto em cada foto.

Os nossos olhos se adaptam as diversas condições de luz, assim enxergamos desde de uma noite iluminado apenas pelo luar, até o dia com o sol a pino, sem precisar mudar nada na gente. Já nossa caixinha mágica de realizar sonhos (câmera fotográfica) não enxerga tão bem assim, nem é tão automática, Quando fazemos a fotometria automática da nossa cena, nossa câmera vai deixar nosso objeto o mais próximo do cinza 18%, a zona V. Isso nem sempre é interessante, já que ela vai querer clarear o que e preto e escurecer o que é branco na tentativa de deixar tudo próximo ao cinza considerado ideal.

Outro fator importante é que em uma cena, temos várias zonas de luminosidade diferente e temos que escolher para o que expor. Olhem esta foto como exemplo:

A imagem nos mostra as várias zonas que podem ter na imagem, se a fotometria fosse feita para as zona mais claras, nos prédios nas outras margens ou até mesmo no céu, essas zonas mais claras se tonariam cinza 18% (zona V) e as zonas escuras se tornariam preto absoluto. Da mesma maneira que a fotometria feita para a pare de baixo da foto levaria estouraria o céu, o deixando na zona do branco puro.

Toda essa ferramenta ajuda o fotógrafo a decidir qual a usa exposição correta de cena e, não custa nada advertir, vale tanto para fotografias preto e branco quanto coloridas.

Qualquer dúvida ou sugestão, é só deixar nos comentários. 🙂

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